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Notícias/NEWS24/08/2026· KF News

Trump usa seis órgãos federais para atacar políticas ambientais da Califórnia e dificultar energia limpa

A disputa entre o governo Trump e a Califórnia ganhou uma nova e pesada dimensão. Segundo levantamento publicado pelo The New York Times, pelo menos seis órgãos federais foram envolvidos em ações que favorecem a indústria de petróleo e gás ou dificultam e cancelam projetos de energia renovável no estado. A Califórnia tem algumas das políticas ambientais mais rígidas dos Estados Unidos, com metas para ampliar energia limpa, reduzir emissões de gases de efeito estufa e diminuir a dependência de combustíveis fósseis. Trump segue o caminho oposto: desde o início do segundo mandato, colocou o aumento da produção de petróleo e gás no centro da política energética americana.

Um dos maiores exemplos da briga são os parques eólicos no litoral. O governo federal fechou um acordo de US$ 765 milhões para que a empresa Invenergy abandonasse quatro contratos de energia eólica offshore, incluindo um projeto na costa da Califórnia. Os recursos seriam redirecionados para gás natural e energia geotérmica. Em outro acordo, a empresa RWE recebeu US$ 1,22 bilhão para desistir de projetos eólicos offshore em Nova York, Califórnia e Louisiana. Esses projetos poderiam gerar cerca de 7 gigawatts de eletricidade — energia suficiente para abastecer mais de 5 milhões de residências.

A ofensiva não parou por aí. Em agosto, um juiz federal decidiu que um oleoduto na costa da Califórnia poderia continuar funcionando, mesmo com a oposição do estado. O governo Trump usou poderes previstos na Defense Production Act, a lei federal de produção de defesa, argumentando necessidade energética durante a guerra com o Irã. A Califórnia contestou, mas o juiz concluiu que a determinação federal prevalecia.

Mesmo sob pressão, o estado não recuou. Nesta semana, a Califórnia aprovou regras de eficiência energética para pneus de reposição, com início em 2029 e regras ainda mais rígidas previstas para 2033. Segundo defensores da medida, ela poderia economizar quase US$ 1 bilhão por ano para os motoristas. A disputa, segundo a matéria, vai muito além do meio ambiente: envolve energia, investimentos, empregos, preço da eletricidade e o poder de cada ente para definir suas próprias regras.

Fonte: Jovem Pan