
O ex-chefe de Gabinete do presidente Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, pediu à lobista Roberta Luchsinger um quadro avaliado em 100 mil euros de presente. As mensagens foram obtidas pela Polícia Federal e publicadas pelos jornalistas Aguirre Talento, Gustavo Côrtes e Vinícius Valfré, do Estadão, na sexta-feira, dia 21 de agosto de 2026.
Numa conversa de 19 de dezembro de 2024, Marcola perguntou à lobista: "E meu quadro?? Kkk". Roberta respondeu que a entrega seria na semana seguinte e que a obra estava sendo emoldurada. Ela também enviou uma foto do quadro e disse que ele estava no Carrousel du Louvre, centro comercial dentro do complexo do Museu do Louvre, em Paris. O relatório da PF confirma que Roberta afirmou que a obra valia 100 mil euros, mas o documento não informa se o quadro chegou a ser entregue a Marcola.
Marcola deixou o governo em 21 de julho de 2026, depois que a PF passou a investigar pagamentos feitos pela lobista a ele. Ele admitiu ter recebido uma transferência de Roberta, mas disse que foi um "empréstimo pessoal" já quitado, afirmando ter devolvido R$ 249 mil. O valor exato das transferências não é inteiramente conhecido, mas estima-se algo na casa de R$ 80 mil.
As mensagens também mostram Roberta apresentando ao então chefe de gabinete uma lista de assuntos ligados aos interesses de seus clientes, incluindo temas sobre a Petrobras e canabidiol. As conversas integram os inquéritos da PF que investigam também a relação entre a lobista e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente. Roberta também está citada na investigação de fraudes na Previdência Social e é ligada ao chamado Careca do INSS. A defesa de Marcola negou qualquer irregularidade e criticou o que chamou de vazamento seletivo da investigação com objetivo de interferir no processo eleitoral.
Fonte: Poder360




