
Integrantes da equipe econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estão estudando, para um eventual novo governo, a diferenciação do reajuste do salário mínimo entre trabalhadores da ativa e beneficiários do INSS, como aposentados e pensionistas.
A informação foi publicada pelo Valor Econômico, com apuração das repórteres Giordanna Neves, Jéssica Sant'Ana, Lu Aiko Otta e Mariana Andrade. Segundo o jornal, os técnicos vêm simulando cenários que preservariam reajuste acima da inflação para os dois grupos, mas com percentuais diferentes.
Para os trabalhadores ativos, seria mantida a regra atual, com ganho real de até 2,5% acima da inflação. Já para aposentados e beneficiários do INSS, o reajuste seria menor, ainda acima da inflação, mas num ritmo reduzido. Não há um percentual definido até o momento.
O objetivo dessas simulações é diminuir a pressão sobre os gastos obrigatórios do governo e sinalizar ao mercado financeiro um maior compromisso com o ajuste fiscal. Segundo os interlocutores ouvidos pelo Valor Econômico, a medida seria importante porque teria efeitos cumulativos sobre as despesas obrigatórias ao longo dos anos.
A avaliação dentro da equipe econômica é de que o cenário positivo no mercado de trabalho justifica manter a valorização plena para os trabalhadores ativos. O jornal ressalta que nenhuma decisão foi tomada e que qualquer mudança precisaria da aprovação do presidente Lula. Os estudos fazem parte da agenda fiscal para o caso de Lula ser reeleito. O Poder360 procurou a assessoria de imprensa da equipe econômica, mas não obteve resposta até a publicação da reportagem.
Fonte: Poder360




