
A relação entre Estados Unidos e Canadá chegou a um ponto crítico. O presidente americano Donald Trump publicou na sua rede social, a Truth Social, que o Canadá quer "os benefícios de ser um Estado, sem ser um" — declaração feita logo depois que as negociações comerciais entre os dois países desmoronaram. Em resposta, o primeiro-ministro canadense Mark Carney foi direto ao ponto e declarou que os dois países estão em uma "guerra comercial".
A briga já tem peso no bolso. Os EUA aplicaram novas tarifas de 50% sobre parte das importações canadenses, atingindo cerca de US$ 20 bilhões em produtos — o equivalente a aproximadamente 5% do que os EUA importam do Canadá. Os itens afetados incluem vinho, laticínios, cimento, vestuário e equipamentos de hóquei. Essas novas taxas se somam às que já existiam sobre aço, alumínio, automóveis e madeira canadenses.
Trump ainda alegou que agricultores americanos pagaram "quantias massivas" em tarifas ao Canadá durante anos. Do outro lado, Carney classificou as novas medidas como uma "má avaliação" feita para "machucar e dividir" o país. Em discurso no Parlamento, no dia 22 de agosto de 2026, ele anunciou que o Canadá vai retaliar "com relutância", mas de forma firme: "dólar por dólar" a partir de 8 de setembro, com sobretaxas sobre aço, laticínios, eletrodomésticos e eletrônicos. "Pediram demais e ofereceram de menos", disse Carney. "Você está em guerra quando é atacado. Nós fomos atacados", completou.
O impasse também complica a revisão do USMCA, o acordo que substituiu o Nafta em 2020 e que sustenta US$ 1,6 trilhão em comércio trilateral por ano entre EUA, México e Canadá. Canadá e México queriam renovar o acordo por mais 16 anos, mas os EUA recusaram manter os termos atuais. Carney admitiu que o fracasso das negociações é "certamente uma má notícia".
Fonte: Poder360




