
A Nvidia comunicou a alguns de seus principais clientes que vai aumentar em mais de 15% os preços de servidores equipados com chips de inteligência artificial. Os reajustes entram em vigor para sistemas enviados a partir do início de 2027 e foram divulgados pela Bloomberg no sábado, dia 22 de agosto de 2026.
Os aumentos afetam equipamentos baseados nas plataformas Vera Rubin e Grace Blackwell. O percentual varia conforme a geração dos chips e a quantidade de memória escolhida. Microsoft, Google e Oracle estão entre os clientes que já foram informados sobre os novos valores, segundo fontes familiarizadas com as comunicações.
O principal fator por trás dos reajustes é a alta no preço da memória. Samsung, SK Hynix e Micron Technology concentram a maior parte da produção mundial de DRAM, componente essencial para os processadores da Nvidia. A demanda por infraestrutura de IA cresceu mais rápido do que a oferta, desequilíbrio que elevou os preços e aumentou o poder dessas três fabricantes sobre o setor. Apple e Qualcomm já afirmaram que precisarão repassar parte desses custos aos consumidores.
A Nvidia também enfrenta limitações na própria produção: a TSMC, sua principal fabricante contratada, ainda não consegue acompanhar a demanda. A empresa opera com margem bruta de 75% e cobra dezenas de milhares de dólares por alguns de seus chips. Além dos servidores, a Nvidia também aumentou os preços de placas gráficas para jogos, segundo o site Tom's Hardware.
Amazon, Microsoft, Google e Meta desenvolvem chips próprios para reduzir a dependência da Nvidia, mas continuam usando os processadores da empresa na expansão de seus data centers. O acesso à memória produzida por Samsung, SK Hynix e Micron também limita o avanço dessas alternativas. A Nvidia divulga os resultados do 2º trimestre fiscal na terça-feira, 25 de agosto de 2026.
Fonte: Poder360




