
A colunista Mary Zaidan, do Metrópoles, analisa como os filhos de Lula e Bolsonaro estão no centro de investigações com tratamentos bem diferentes. Sobre Fábio Luís, o Lulinha, pesam três investigações por suposto tráfico de influência em favor da lobista Roberta Luchsinger, que estaria tentando fechar contratos com o Ministério da Saúde para fornecer remédios à base de canabidiol sem licitação. O caso envolve também o ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola. Os inquéritos correm em sigilo na Polícia Federal, mas diálogos vazados entre os três apareceram na imprensa durante a semana. Até agora, o contrato com o governo não foi fechado. Na sexta-feira, a PF deu 10 dias para a Ancine encaminhar documentos sobre processo aberto contra a produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme sobre Lula.
Do outro lado, o senador Flávio Bolsonaro, que é candidato, negou e depois admitiu ter pedido R$ 61 milhões ao ex-dono do Master, Daniel Vorcaro, sem dar explicação alguma sobre o dinheiro. Ele decretou: "Dark Horse é página virada". A pesquisa Datafolha da última sexta-feira mostra Lula com 47% no segundo turno contra 43% de Flávio, que não variou em um mês. A campanha de Flávio chegou a circular números internos colocando os dois candidatos a apenas um ponto de diferença, o que a colunista classifica como imaturidade dos operadores da campanha. A colunista lembra ainda que Jair Renan, filho mais novo de Bolsonaro, foi denunciado por tráfico de influência em 2021 por supostamente articular uma audiência entre a empresa Gramazini e o então ministro Rogério Marinho, em troca de um carro elétrico de R$ 90 mil — inquérito que terminou sem indiciamento. Depois virou réu por falsidade ideológica e lavagem de dinheiro em outro processo, ainda não julgado.
Fonte: Metropoles




