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Notícias/POLÍTICA31/08/2026· KF News

Xi Jinping, Putin e Modi se reúnem no Quirguistão para a 26ª cúpula da OCX

Bishkek, capital do Quirguistão, é o centro das atenções nesta 2ª feira, 31 de agosto de 2026, com a realização da 26ª cúpula da OCX, a Organização de Cooperação de Xangai. Todos os 10 países membros do bloco político e econômico enviaram seus principais representantes. Os maiores destaques são o presidente da China, Xi Jinping, do Partido Comunista da China, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, que concorre como independente, e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, do BJP, partido de direita.

Xi e Putin vão se reunir em particular nesta 2ª feira. Será o segundo encontro presencial dos dois líderes — o primeiro aconteceu em maio deste ano, quando Putin visitou Pequim. China e Rússia são as principais potências da OCX e costumam usar o evento para defender um mundo multipolar, discurso que também repetem nos encontros do Brics.

Xi também deve se encontrar com Modi na 3ª feira, dia 1º de setembro, último dia da cúpula, mas o encontro ainda não está confirmado. Segundo a matéria, o que acontecer entre os dois líderes durante a cúpula deve dar sinais sobre o que esperar da reunião do Brics em Nova Délhi, marcada para 12 e 13 de setembro, quando Xi deve levar uma comitiva robusta de empresários e membros do alto escalão do governo chinês.

Além do encontro com Xi, Putin tem na agenda uma reunião com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, confirmada pelo Kremlin. O encontro ganhou peso depois de uma agência iraniana informar que os dois países assinaram um memorando bilionário para a construção de usinas nucleares.

A OCX surgiu em 1996 como bloco de segurança chamado "Os 5 de Xangai", formado por China, Rússia, Cazaquistão, Quirguistão e Tadjiquistão, com foco em resolver disputas de fronteira após o fim da União Soviética. Em 2001, o Uzbequistão entrou e o bloco foi fundado oficialmente. Em 2017, Índia e Paquistão se juntaram. Irã entrou em 2023 e Belarus em 2024. O grupo funciona de forma parecida com o Brics, mas com foco regional — todos os países ficam na Europa ou na Ásia e fazem fronteira entre si. Nas cúpulas, são debatidos geopolítica, comércio, energia e contraterrorismo.

Fonte: Poder360