
Alfredo Gaspar (PL-AL), deputado federal anunciado em 5 de agosto de 2026 como candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), está tomando uma série de medidas para tentar encerrar as acusações de que teria cometido estupro de vulnerável e seria pai de uma criança resultado desse suposto crime.
As afirmações partiram do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e da senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) durante a leitura do relatório final da CPMI do INSS, em 27 de março. Os dois não apresentaram provas para sustentar o que disseram, e o caso não resultou em processo criminal nem em denúncia até o momento, mas é lembrado com frequência pelos adversários de Gaspar.
O deputado disse que é o "maior interessado" na investigação e quer uma conclusão rápida. Ele realizou exame de DNA por iniciativa própria na Polícia Científica de Alagoas, em um processo que corre na Justiça em Alagoas, e enviou um ofício ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, colocando-se à disposição para fornecer material genético. Segundo a coordenadora jurídica da campanha, Maria Claudia Bucchianeri, nunca houve resposta da PF.
Na frente jurídica, Gaspar apresentou representações contra Lindbergh e Soraya nos Conselhos de Ética da Câmara e do Senado, acionou a PGR e o STF por coação no curso do processo, denunciação caluniosa, obstrução de Justiça e crimes contra a honra. Também ajuizou ação de indenização por danos morais contra os dois e entrou com ação cautelar para que o Judiciário determinasse a coleta oficial do DNA. O material genético foi coletado por perito judicial, com acompanhamento do Ministério Público e da Polícia, e está sob custódia da Justiça aguardando eventual comparação genética. O caso tramita no STF sob relatoria do ministro Gilmar Mendes.
Fonte: Poder360




