
A Universidade de São Paulo, a USP, foi destaque em dois importantes rankings internacionais de ensino superior divulgados nas últimas semanas, ambos com foco na produção científica da instituição.
O primeiro é o ARWU, o famoso Ranking de Xangai, divulgado no último sábado. Nele, a USP ficou em primeiro lugar no Brasil e entrou no grupo das 150 melhores universidades do mundo. Esse ranking avalia mais de 2,5 mil universidades por ano e usa critérios objetivos de pesquisa, como: ex-alunos e pesquisadores ganhadores de Prêmio Nobel e Medalha Fields, pesquisadores muito citados, artigos publicados nas revistas Nature e Science, publicações nas bases SCIE e SSCI, e desempenho acadêmico por tamanho da instituição. No critério de volume de publicações indexadas, a USP ficou na 30ª posição mundial, um resultado considerado no quartil superior entre instituições de porte semelhante.
O segundo ranking é o elaborado pela Universidade Nacional de Taiwan, divulgado no dia 20 de julho. Ele avalia excelência das pesquisas com peso de 40%, impacto com 35% e produtividade com 25%, considerando também frequência de citações e artigos em periódicos de prestígio, tanto no ano corrente quanto no acumulado de 11 anos. Nesse ranking, o grande destaque da USP foi nas Ciências Agrárias, com a 14ª colocação no mundo.
O reitor da USP, Aluísio Augusto Cotrim Segurado, comemorou os resultados e disse que eles reforçam a relevância da produção acadêmica da universidade. Mas também fez questão de ponderar: os rankings são ferramentas úteis para identificar tendências, mas não traduzem, sozinhos, toda a complexidade de uma universidade pública.
Fonte: Jovem Pan




