
O Banco Central divulgou nesta segunda-feira, 31 de agosto de 2026, que o setor público consolidado fechou julho com superavit primário de R$ 1,4 bilhão. O resultado representa uma reversão importante: em julho de 2025, o deficit tinha sido de R$ 66,6 bilhões.
O principal responsável pelo resultado positivo foi o Governo Central, que registrou superavit de R$ 11 bilhões no mês. Do lado negativo, os governos regionais ficaram com deficit de R$ 8,5 bilhões e as empresas estatais tiveram resultado negativo de R$ 1,1 bilhão.
No acumulado de 12 meses até julho, o setor público ainda registra deficit primário de R$ 89,3 bilhões, o que corresponde a 0,67% do PIB. Esse número, porém, melhorou 0,52 ponto percentual em relação ao acumulado até junho.
Mesmo com o resultado primário positivo em julho, os juros continuam sendo um peso grande nas contas públicas. Só no mês, os juros nominais somaram R$ 99 bilhões, ante R$ 109 bilhões em julho de 2025. Em 12 meses, chegaram a R$ 1,15 trilhão, equivalente a 8,67% do PIB, valor acima dos R$ 941,2 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior.
Com a conta dos juros incluída, o deficit nominal do setor público chegou a R$ 97,6 bilhões em julho. Em 12 meses, o deficit nominal totalizou R$ 1,24 trilhão, equivalente a 9,34% do PIB.
No campo da dívida, a Dívida Bruta do Governo Geral atingiu 82,5% do PIB em julho, chegando a R$ 10,9 trilhões, alta de 0,6 ponto percentual em relação a junho e de 3,9 pontos percentuais no ano. Já a Dívida Líquida do Setor Público ficou em 69,1% do PIB, equivalente a R$ 9,2 trilhões, com alta de 0,6 ponto percentual no mês e 3,8 pontos percentuais no ano.
Fonte: Poder360




