
Janja Lula da Silva não tem cargo oficial na campanha de reeleição do marido, o presidente Lula (PT), mas está envolvida diretamente nas decisões estratégicas da organização. Ela despacha com o presidente do PT, Edinho Silva, e com o marqueteiro da campanha, Raul Rabelo. Também vai viajar sozinha a municípios que Lula não conseguirá visitar.
No lançamento da campanha, em São Bernardo do Campo (SP), no domingo (16.ago), foi dela a ideia de convidar a cantora Fafá de Belém. Ela também definiu a ordem de algumas apresentações. No mesmo evento, Janja fez uma homenagem inédita a Marisa Letícia, ex-mulher de Lula, morta em 2017 — a primeira vez que a atual primeira-dama mencionou a ex em um discurso público. Também chamou ao palco o cantor e pastor evangélico Kleber Lucas, com quem cantou um jingle da campanha.
O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou que a atuação de Janja será contínua. Segundo ele, ela frequenta reuniões na sede do PT, em Brasília, e deverá manter agenda própria nos Estados. Petistas a enxergam como liderança junto ao eleitorado feminino. Uma pesquisa Quaest divulgada em 5 de agosto mostra que a aprovação de Lula subiu de 45% para 52% entre mulheres e de 28% para 38% entre evangélicos, de abril a agosto.
No Palácio do Planalto, Janja mantém gabinete e transita por pautas como regulação das bets, novas regras para big techs e combate à violência contra a mulher. Ela coordena o Pacto Brasil Contra o Feminicídio. Um levantamento do Poder360 mostrou que, dos 124 compromissos públicos divulgados entre outubro de 2025 e abril de 2026, 31 foram ligados a pautas femininas — mais do que qualquer outro tema. A movimentação incomoda parte da equipe do Planalto, que reclama, em reserva, da influência de Janja sobre temas de governo.
Fonte: Poder360




