
O Irã manteve o estreito de Ormuz fechado depois que um projétil não identificado atingiu um navio na madrugada desta terça-feira, 18 de agosto de 2026. O ataque danificou a casa das máquinas da embarcação e deixou ao menos 1 tripulante atingido. As autoridades ainda não confirmaram se ele morreu ou ficou ferido. A Guarda Costeira de Omã auxiliou os demais tripulantes, e o caso segue sendo investigado. A UKMTO, órgão britânico de operações marítimas, confirmou o incidente e informou que não houve danos ambientais. A identidade do navio e o tipo de carga transportada não foram divulgados. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou em discurso na televisão estatal que a rota só será reaberta quando os Estados Unidos atenderem às exigências de Teerã: fim das sanções ao petróleo iraniano, descongelamento de ativos e encerramento do bloqueio naval norte-americano. O estreito de Ormuz é uma das principais rotas do comércio global de energia. Antes da guerra, cerca de um quinto de todo o petróleo comercializado no mundo passava por ali. O Irã já havia fechado ou restringido a navegação no local após ataques dos EUA e de Israel ao país, em fevereiro. Em meio ao impasse com Washington, o Irã também negocia com Omã um plano para a gestão da navegação no estreito. Donald Trump reagiu à aproximação entre os dois países e, na sexta-feira, dia 14 de agosto, disse que pretende declarar o estreito de Ormuz território dos Estados Unidos. O governo iraniano respondeu que a passagem continua sob controle de Teerã. Com o bloqueio mantido, crescem as preocupações com novos ataques e possíveis vazamentos de petróleo na região.
Fonte: Poder360




