
A Polícia Federal indiciou o empresário José Marcos de Moura, o Rei do Lixo, e outras 24 pessoas por fraude, corrupção e lavagem de dinheiro ligadas a emendas parlamentares. O caso é parte da operação Overclean, aberta em dezembro de 2024, que apura desvio de R$ 1,4 bilhão em contratos do Dnocs, o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas. O primeiro relatório da PF se tornou público na segunda-feira, dia 17 de agosto de 2026, conforme informou a CNN Brasil.
Os crimes teriam sido cometidos entre 2018 e 2024, em cidades de cinco estados: Bahia, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Tocantins. Pessoas filiadas ou com relação a pelo menos 8 partidos estão no meio da investigação: MDB, PP, PSD, PSDB, PT, Republicanos, Solidariedade e União Brasil.
Segundo o Ministério Público Federal, os irmãos Alex e Fábio Parente lideravam uma organização criminosa que pagava propina em dinheiro vivo a funcionários de prefeituras para direcionar contratos públicos. O esquema usava transferências para empresas laranjas, empresas fictícias e outras especializadas em movimentar dinheiro em espécie para dificultar o rastreamento dos valores.
O núcleo central da organização ainda contava com Lucas Lobão, ex-coordenador do Dnocs na Bahia demitido em setembro de 2021, e com Marcos Moura, o Rei do Lixo, empresário do setor de coleta urbana de lixo. A operação foi conduzida em conjunto pela Polícia Federal, CGU, Ministério Público Federal e Receita Federal. O caso segue agora para a Procuradoria-Geral da República e o STF, onde está sob relatoria do ministro Kassio Nunes Marques.
Fonte: Poder360




