
Uma pesquisa realizada pela Abifisa, Associação Brasileira das Empresas do Setor de Fitoterápicos, Suplementos Alimentares e Promoção da Saúde, ouviu mil pessoas em cinco regiões do Brasil e revelou que 80% dos entrevistados sabe o que é um fitoterápico, mas somente 14% usa esses medicamentos com frequência. Outros 14% não usam e 26% usam raramente.
O levantamento mostrou que boa parte da população não consegue diferenciar fitoterápico de suplemento alimentar ou chá. Apenas 20% dos entrevistados faz essa distinção corretamente, e 54% não conseguiu citar nenhuma marca ou nome de fitoterápico.
Apesar disso, 75% concorda que os fitoterápicos são uma alternativa eficaz e segura para cuidar da saúde. Apenas 3% disse que não usaria o produto em nenhuma situação. Para a presidente da Abifisa, Laerte Dall'Agnol, esse número indica que 97% dos brasileiros estão, de alguma forma, abertos a esses produtos, mas ainda falta confiança, informação ou recomendação adequada para concretizar o consumo.
Segundo Maria Angélica Fiut, presidente da Associação Brasileira de Fitoterapia, os fitoterápicos são obtidos exclusivamente de matérias-primas vegetais e precisam ter qualidade, segurança e eficácia aprovados pela Anvisa para serem comercializados. Eles são usados para tratar ansiedade leve, insônia, problemas intestinais, tosse e processos inflamatórios, entre outros. Alguns só podem ser comprados com receita médica. Uma das vantagens em relação aos medicamentos tradicionais, segundo ela, é a menor incidência de efeitos colaterais, embora contraindicações também existam.
Fonte: Metropoles




