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Notícias/SAÚDE31/08/2026· KF News

Pesquisa da Universidade de Binghamton indica que declínio na memória começa na meia-idade

Um estudo da Universidade de Binghamton, nos Estados Unidos, mostra que mudanças na memória podem aparecer já na meia-idade, bem antes do que se costuma imaginar. A pesquisa foi publicada em 7 de julho na revista Cerebral Cortex e analisou como diferentes faixas etárias formam e recuperam memórias.

Participaram do estudo cerca de 60 adultos entre 18 e 74 anos. Eles observaram rostos associados a objetos ou cenas e, após alguns minutos, precisavam lembrar qual combinação era a correta. Durante o teste, a atividade cerebral foi monitorada por ressonância magnética, com foco no hipocampo, a região do cérebro ligada à memória.

Os resultados apontaram queda na precisão das respostas a partir da vida adulta até a faixa dos 50 anos. Na prática, os participantes de meia-idade lembravam que já tinham visto os rostos e as imagens, mas confundiam as associações entre eles. O psicólogo Ian McDonough, coautor do estudo, explicou em comunicado: "Eles sabem que já viram todas elas antes, mas o desafio é lembrar da ligação específica."

A análise cerebral trouxe um resultado inesperado. Em adultos mais jovens, os erros estavam ligados à falta de ativação dos padrões originais da memória. Já nos mais velhos, o cérebro mostrava uma reativação intensa dessas memórias, mesmo quando a resposta estava errada. "Quanto mais o hipocampo é reativado de forma semelhante ao momento inicial, maior a chance de erro", explicou McDonough.

Os pesquisadores destacam que a meia-idade ainda é pouco estudada quando o assunto é memória, já que a maioria das pesquisas foca em jovens ou idosos. A conclusão dos autores é que a memória não muda de repente na velhice, mas passa por alterações graduais ao longo da vida adulta, com sinais já perceptíveis antes dos 60 anos.

Fonte: Metropoles - Saúde