
O número de pessoas que ligam para ONGs de apoio emocional no Brasil cresceu de forma expressiva nos últimos anos. O SOS Preces, associação sem fins lucrativos de Belo Horizonte, registrou uma média de 55 ligações diárias no segundo semestre de 2020. Em 2026, esse número subiu para 166 ligações por dia, um avanço de pouco mais de 200%. Em 2025, a associação recebeu 44.308 ligações no total. Nos primeiros sete meses de 2026, já foram 29.921, com uma média diária 35,1% maior que a de 2025.
Os estados que mais acionaram o serviço foram Minas Gerais, com 72% das ligações, seguido por Rio de Janeiro (11%), Bahia (6%), Sergipe (4%) e São Paulo (3%). Outros estados como Amazonas, Pará, Maranhão, Pernambuco, Alagoas, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Ceará respondem por 2% cada, e Paraná e Santa Catarina por 1%.
A presidente do SOS Preces, Kátia Moraes Varella Alves, explica que o serviço oferece escuta humanizada, sigilosa e sem julgamentos, disponível 24 horas por dia. Segundo ela, o apoio emocional não substitui a terapia ou o atendimento psiquiátrico. O SOS Preces conta com cerca de 400 voluntários e atende pelo telefone (31) 3334-9700.
O CVV, principal referência em apoio emocional e prevenção do suicídio no país, registrou cerca de 2 milhões de atendimentos em 2025, por telefone, chat e e-mail. Até junho de 2026, já foram aproximadamente 1 milhão de ligações. A porta-voz do CVV em Brasília, Leila Heredia, destaca que falar e ser ouvido é reconhecido pela OMS e por profissionais de saúde como algo que pode ajudar emocionalmente. O contato com o CVV pode ser feito pelo telefone 188, pelo e-mail apoioemocional@cvv.org.br ou pelo chat no site da ONG.
Segundo a OMS, mais de 1 bilhão de pessoas vivem com transtornos mentais no mundo, e os casos de depressão e ansiedade têm aumentado independentemente da idade ou da renda.
Fonte: Metropoles




