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Notícias/ESPORTE26/08/2026· KF News

Empresários do Fifagate fecham acordo com a Justiça dos EUA após mais de uma década foragidos na Argentina

Hugo Jinkis e Mariano Jinkis, pai e filho apontados como alvos de alto perfil no escândalo de corrupção do futebol mundial, fecharam um acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos para encerrar as acusações criminais contra eles. A informação foi publicada pelo jornal The New York Times nesta quarta-feira (26/08/2026).

Segundo documentos protocolados por promotores federais no tribunal do Brooklyn, em Nova York, os dois devem comparecer a uma audiência para formalizar um acordo de suspensão condicional do processo. Isso permite a retirada das acusações desde que os termos sejam cumpridos, e a dupla foi liberada sob fiança.

Como parte do pacto com as autoridades norte-americanas, pai e filho admitiram ter pago dezenas de milhões de dólares em subornos a dirigentes de entidades de futebol sul-americanas entre os anos 1990 e 2015. Em troca desses repasses ilegais, a empresa da família garantiu direitos de transmissão e patrocínio para torneios de grande porte na região.

Ao contrário de outros réus condenados no escândalo da Fifa, a família Jinkis evitou a extradição ficando na Argentina por anos, viajando a Nova York apenas para negociar os termos do acordo em segredo. Embora corporações tenham pago quase US$ 200 milhões em penalidades parecidas na última década, os dois são os primeiros indivíduos a obter a suspensão condicional e escapar da prisão. Os advogados da dupla não se pronunciaram sobre a decisão.

O Fifagate foi o maior escândalo de corrupção do futebol mundial, deflagrado em 27 de maio de 2015 por uma operação do FBI e da justiça suíça, com a prisão surpresa de altos executivos num hotel de luxo em Zurique. O esquema envolvia subornos a dirigentes da Fifa, Conmebol e Concacaf em troca de direitos de transmissão e marketing de torneios, além de favorecimentos na escolha das sedes das Copas do Mundo de 2018 e 2022. O Brasil esteve no centro do caso com três ex-presidentes da CBF indiciados: José Maria Marin, preso e condenado nos EUA, Ricardo Teixeira e Marco Polo Del Nero, banidos do futebol. O escândalo derrubou o presidente da Fifa, Joseph Blatter, e forçou reformas profundas na entidade.

Fonte: Poder360