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Notícias/AGRONEGÓCIO17/08/2026· KF News

Milho sobe no Brasil e em Chicago, mas safra recorde mantém mercado em alerta

O mercado de milho inicia a semana com viés de alta no Brasil e no exterior, mas a perspectiva de uma safra 2025/26 recorde mantém o equilíbrio entre oferta e demanda no centro das atenções. Segundo o Cepea, a postura mais retraída dos produtores — que seguram as vendas — reduz a disponibilidade do cereal no mercado imediato e ajuda a sustentar os preços. Indústrias e compradores buscam milho para repor estoques, mas muitos ainda oferecem valores abaixo do que os vendedores pedem.

Em Chicago, na manhã desta segunda (17), os contratos operavam em alta. O vencimento setembro/26 estava a US$ 4,61 por bushel, dezembro/26 a US$ 4,85, março/27 a US$ 5,01 e maio/27 a US$ 5,08. Na sexta (14), o contrato setembro fechou a US$ 4,59, com alta de 2,45%. Os fatores por trás da valorização incluem a demanda pelos grãos norte-americanos, as tensões entre Estados Unidos e Irã, o registro diário de pelo menos 100 mil toneladas vendidas pelo USDA e as preocupações com o Estreito de Ormuz.

Na B3, o contrato setembro/26 fechou a sexta a R$ 70,20 por saca, com avanço de R$ 1,38 na semana. Novembro/26 fechou a R$ 75,15 e janeiro/27 a R$ 77,39. A TF Agroeconômica apontou que a valorização foi favorecida pela alta em Chicago e pela alta do dólar.

No mercado físico, os preços variaram por região: Santos (SP) entre R$ 69 e R$ 72; Paranaguá (PR) entre R$ 68 e R$ 71; Cascavel (PR) entre R$ 60 e R$ 62; Rio Verde (GO) entre R$ 56 e R$ 59; e Rondonópolis (MT) entre R$ 60 e R$ 62 por saca. No Sul, compradores e vendedores ainda apresentam referências bem diferentes. Em Santa Catarina, vendedores trabalham próximos de R$ 60, enquanto compradores indicam cerca de R$ 55. Em Mato Grosso do Sul, as indicações ficam entre R$ 48 e R$ 50.

A TF Agroeconômica classifica o cenário de curto prazo como altista e o de médio prazo entre neutro e altista. Em Chicago, a superação de 465 cents por bushel seria um sinal de continuidade da alta. No Brasil, a faixa de R$ 66,50 a R$ 67,00 por saca é apontada como referência importante. A recomendação é trabalhar com vendas escalonadas, aproveitando os momentos de valorização sem concentrar toda a comercialização em uma única direção, já que os custos de armazenagem podem consumir os ganhos de uma eventual alta futura.

Fonte: Portal Agroneg.