
A Meta, dona do Facebook e do Instagram, fechou nesta quarta-feira, 26 de agosto de 2026, um acordo de US$ 16,68 bilhões para encerrar ações judiciais movidas por 29 Estados americanos. Os processos acusavam a empresa de projetar suas plataformas para viciar crianças e adolescentes, enganar consumidores sobre a segurança das redes e coletar dados de menores sem o consentimento dos pais. A Meta negou todas as acusações.
Como parte dos termos do acordo, a empresa concordou em impor limites diários de tempo de uso e restrições de acesso noturno para usuários jovens, além de reforçar o controle para evitar o acesso a conteúdos com restrição de idade.
O acerto também encerra disputas ligadas ao escândalo da Cambridge Analytica com Califórnia, Illinois, Novo México e Washington D.C., que vão receber juntos US$ 459,3 milhões. O caso corria no tribunal federal de Oakland, na Califórnia.
Antes do acordo, a Meta estimava que os Estados pediam indenizações de até US$ 1,4 trilhão, enquanto os governos estaduais calculavam os danos em cerca de US$ 200 bilhões. As apurações também apontavam violação de lei federal de proteção de privacidade de crianças, com o uso de dados de menores no treinamento de modelos de inteligência artificial.
A Meta não é a única empresa pressionada. Snapchat, YouTube e TikTok também enfrentam milhares de ações movidas por governos locais, distritos escolares e famílias que alegam agravamento de uma crise de saúde mental entre os jovens. Em março, um júri no Novo México já havia determinado o pagamento de US$ 375 milhões pela Meta. Em agosto, outro juiz ordenou o pagamento de mais US$ 567 milhões no mesmo Estado.
A professora Carolina Rossini, da Universidade de Massachusetts Amherst, avaliou que o valor compensa danos passados, mas não muda a estrutura dos produtos. No mercado financeiro, as ações da Meta chegaram a subir 2,3% logo após o anúncio.
Fonte: Poder360




