Rádio Melodia Europa

Notícia

AGRONEGÓCIO

Notícias/AGRONEGÓCIO05/08/2026· KF News

Mercado global de herbicidas acelera transformação com biológicos, agricultura de precisão e alternativas ao Glifosato

O mercado mundial de herbicidas vive uma das maiores transformações da sua história. Um levantamento elaborado pela Pristine Market Insights, com análise do pesquisador Nikhil Kadam, avalia como o setor deve evoluir entre 2026 e 2036 diante de novas demandas ambientais, regulatórias e tecnológicas.

Os herbicidas são ferramentas essenciais para controlar plantas daninhas nas lavouras, reduzindo a disputa por água, nutrientes e luz, e ajudando a baixar os custos com operações manuais. Mas hoje, além de eficiência agronômica, produtores e fabricantes precisam responder a exigências de sustentabilidade e novas regulamentações em vários mercados.

Os herbicidas de base biológica estão entre as principais apostas do setor, com crescimento acelerado principalmente na Europa e na América do Norte. As restrições ao glifosato em diversos países, motivadas por preocupações com saúde humana e meio ambiente, estão incentivando investimentos em novas moléculas e mecanismos de ação diferentes.

A resistência das plantas daninhas aos herbicidas sintéticos é outro grande desafio. Ela eleva os custos de produção e exige o uso de sistemas integrados de manejo, que combinam diferentes tecnologias e práticas agronômicas para aumentar a eficiência.

A agricultura de precisão também ganha destaque, com drones, sensores, inteligência artificial e aplicação localizada reduzindo desperdícios e impacto ambiental. Fora das lavouras, os herbicidas avançam em áreas urbanas, rodovias, ferrovias e parques industriais.

No ranking de mercado estimado para 2025, a Bayer lidera com 19,37% da receita global. Na sequência aparecem Syngenta com 16,77%, BASF com 9,75%, Corteva com 8,08%, Nutrien com 5,14%, UPL com 4,64%, Albaugh com 3,71%, FMC com 2,67% e Sumitomo Chemical com 2,64%. As demais empresas respondem por 27,23% do mercado. Para o agronegócio brasileiro, um dos maiores consumidores mundiais de defensivos, acompanhar essas mudanças será estratégico para manter competitividade e atender às exigências internacionais.

Fonte: Portal Agroneg.