
Jared Kushner, enviado dos Estados Unidos e genro do presidente Donald Trump, se reuniu nesta segunda-feira (17) com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em Jerusalém. Na pauta: a possibilidade de militares americanos supervisionarem o desarmamento do Hamas, o movimento islamista que controla Gaza. A informação foi confirmada por uma autoridade israelense de alto escalão.
O encontro aconteceu logo depois de Kushner ter se reunido com uma delegação do Hamas no Egito, onde o grupo se comprometeu publicamente com o plano de paz promovido por Trump e com o desarmamento. O novo líder do Hamas, Khalil al Hayya, representou o grupo nessa conversa.
Segundo a autoridade israelense, as duas partes concordaram que não haverá reposicionamento nem reconstrução em Gaza enquanto o Hamas não entregar suas armas. A primeira etapa seria pedir ao grupo que entregue o armamento para ser desmantelado sob supervisão de um general americano. Um rascunho fechado em 30 de julho já previa esse processo sob responsabilidade da Força Internacional de Estabilização, liderada pelo general de divisão americano Jasper Jeffers.
Um funcionário do Conselho da Paz de Trump afirmou que cada arma recolhida será completamente desmantelada e que Israel mantém o direito de agir em autodefesa caso o Hamas tente se rearmar. Kushner foi acompanhado nas conversas por outros membros do Conselho da Paz, incluindo o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair.
Netanyahu, que enfrentará eleições acirradas em outubro, tem demonstrado cada vez mais disposição em desafiar Trump. Itamar Ben Gvir, ministro da Segurança Nacional de extrema-direita do governo israelense, defendeu publicamente assassinatos em Gaza, declarando que deveriam ser realizados "assassinatos seletivos" de 30 ou 40 pessoas por noite na região.
Desde o cessar-fogo firmado em outubro de 2025, com mediação dos Estados Unidos, ao menos 1.262 palestinos morreram em operações israelenses, segundo o Ministério da Saúde de Gaza — dados considerados confiáveis pela ONU. O Exército israelense registrou cinco mortes entre seus soldados no mesmo período.
Fonte: Jovem Pan




