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Notícias/NEWS18/08/2026· KF News

Irã usa janela de negociações com os EUA para se preparar para uma guerra maior no Oriente Médio

Uma reportagem do The Wall Street Journal, com base em autoridades iranianas, árabes e informações de inteligência obtidas na região, revela que o Irã teria usado os últimos dois meses não para negociar a paz, mas para se preparar para um conflito ainda maior e mais custoso para os Estados Unidos. Serviços de inteligência de países árabes detectaram uma mudança estratégica dentro da ala mais linha-dura do regime iraniano, concluindo que Teerã quer ampliar o conflito e aumentar os custos militares e econômicos para Washington. Em meados de junho, Donald Trump e o Irã chegaram a um memorando de entendimento que abriu uma janela de 60 dias para negociações. Os EUA esperavam usar esse período para avançar num acordo, reabrir o Estreito de Ormuz e reduzir a guerra. A liderança iraniana, no entanto, teria interpretado o movimento como uma possível tentativa dos EUA e de Israel de ganhar tempo antes de uma nova ofensiva. Entre as mudanças identificadas estão o fortalecimento da Guarda Revolucionária Islâmica, que passou a exercer maior controle sobre as forças militares regulares, a colocação de veteranos mais duros em posições estratégicas, a ampliação das operações de contrainteligência dentro do país e a aceleração na produção de mísseis e drones. A Guarda também reforçou a coordenação com grupos aliados no Iêmen, Iraque e Líbano. No início de agosto, uma autoridade saudita afirmou à Reuters que Riad trabalhava com informações indicando a possibilidade de ataques coordenados por forças apoiadas pelo Irã, incluindo milícias iraquianas e os houthis no Iêmen. O Estreito de Ormuz, passagem fundamental para o transporte mundial de petróleo e gás, segue como uma das principais armas estratégicas de Teerã. No dia 17 de agosto, uma autoridade iraniana disse à Reuters que o país poderá adotar medidas militares caso os EUA não cumpram os compromissos que Teerã atribui ao acordo de junho. O prazo diplomático de 60 dias encerrou sem um acordo definitivo, e os dois países continuam se culpando pelo impasse.

Fonte: Jovem Pan