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Notícias/AGRONEGÓCIO17/08/2026· KF News

Inteligência artificial e sensores transformam a nutrição de precisão na suinocultura

A suinocultura brasileira está se modernizando com o uso de inteligência artificial, sensores, câmeras, microfones e sistemas automatizados dentro das granjas. O objetivo é monitorar os animais de forma contínua e ajustar a alimentação conforme as necessidades reais de cada animal ou grupo — em tempo real.

O tema foi destaque no 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS), na palestra "Alimentação de precisão: sensores, conectividade e eficiência nutricional", apresentada pelo professor e pesquisador da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Bruno Silva, a convite da Topigs Norsvin.

Segundo Silva, o uso de dados coletados continuamente permite abandonar os modelos generalistas de alimentação. "Trabalhamos com curvas exatas, seguindo o padrão diário de exigência do animal, o que evita desperdícios e gera um impacto positivo na eficiência pelo gasto de ração", explicou. O pesquisador também destacou que a inteligência artificial aplicada aos dados dos sensores permite tomadas de decisão imediatas dentro da granja.

A mudança tecnológica acompanha uma transformação estrutural da própria atividade: o melhoramento genético ampliou o desempenho produtivo dos suínos e, com isso, aumentou a necessidade de estratégias nutricionais mais precisas e individualizadas.

Como a alimentação representa uma das principais despesas da produção, a nutrição de precisão pode reduzir sobras, evitar fornecimento excessivo de nutrientes e melhorar os resultados econômicos das granjas. A estratégia também tem relação com a sustentabilidade da atividade.

Bruno Silva é zootecnista, doutor pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) e pelo Institut National de la Recherche Agronomique, da França, e já atuou como gerente global de nutrição da Topigs Norsvin Internacional, na Holanda. Atualmente coordena o Núcleo de Estudos em Produção de Suínos (NEPSUI) na UFMG.

Fonte: Portal Agroneg.