
O Brasil registrou em junho de 2026 o maior número de empresas inadimplentes da história: 9,1 milhões de CNPJs negativados, com R$ 232,9 bilhões em dívidas em atraso. Os dois indicadores são os maiores da série histórica da Serasa Experian, iniciada em 2016. Os dados foram antecipados ao jornal O Globo na segunda-feira, dia 17 de agosto de 2026.
Em maio, o cenário já era preocupante, com 9 milhões de CNPJs negativados e R$ 229,9 bilhões em dívidas. Em apenas um mês, o número de empresas cresceu 1,1% e o volume de dívidas subiu 1,3%. Cada empresa inadimplente acumula, em média, 7,3 contas atrasadas e deve R$ 25.508,96.
Das empresas negativadas, 8,7 milhões são micro e pequenas empresas, o equivalente a cerca de 95% do total. Por setor, serviços lideram com 55,7% das inadimplentes, seguidos por comércio com 32,2%, indústria com 8% e outros segmentos com 3,1%. Quem mais concentra as dívidas dessas empresas são os próprios prestadores de serviços, com 31,6%, seguidos por bancos e cartões, com 19,5%.
O crédito segue caro: a Selic está em 14% ao ano, após ter ficado em 15% e começado um ciclo de redução em março. Programas como o Pronampe, para empresas com faturamento de até R$ 4,8 milhões, registraram 185 mil renegociações envolvendo R$ 26 bilhões. Já o ProCred360, para negócios com faturamento de até R$ 360 mil, teve 47.000 renegociações, totalizando R$ 2 bilhões.
A inadimplência de pessoas físicas também está alta: 83,9 milhões de consumidores com o nome sujo em julho de 2026, em alta desde janeiro de 2025. Nas faixas de renda mais baixas, o índice se aproxima de 90%, o que reduz o consumo e aumenta a pressão sobre as empresas.
Fonte: Poder360




