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Notícias/NEWS31/08/2026· KF News

iFood aciona o Cade contra a Keeta e acusa empresa de praticar preços predatórios no Brasil

O iFood protocolou, nesta segunda-feira, 31 de março de 2026, uma representação formal no Cade, que é o órgão responsável por defender a concorrência no Brasil, pedindo a abertura de processo administrativo contra a Keeta. A acusação central é de que a plataforma chinesa opera com lucro negativo por pedido no Brasil, subsidiando artificialmente sua operação com dinheiro da matriz na China para ganhar mercado e eliminar concorrentes.

Segundo o iFood, a Keeta usa cupons de até R$ 250 e descontos de até 80% para aumentar a frequência de pedidos sem que o consumidor gaste mais de fato. Com isso, restaurantes acabam investindo em capacidade para atender uma demanda que, na avaliação do iFood, seria em parte artificial.

Para reforçar o argumento, o iFood citou um estudo da Universidade Fudan, da China, que analisou o período de maior intensidade da guerra de subsídios em 2025. O estudo mostrou que o volume de pedidos dos restaurantes subiu 7%, mas a receita efetiva caiu 4%. A imprensa chinesa também teria documentado as consequências: fechamento de restaurantes e queda de 30% a 50% na renda mensal dos entregadores.

O iFood pediu ao Cade três medidas concretas: abertura de processo administrativo formal, adoção de medida preventiva para suspender imediatamente as práticas de preço abaixo do custo, e acesso periódico aos dados de custos e precificação da Keeta para monitoramento independente.

A Keeta respondeu chamando a ação de "clara estratégia monopolista" do iFood para desviar a atenção das autoridades de uma investigação que o próprio iFood enfrenta no Cade por descumprir acordo relacionado a exclusividades que, segundo a empresa chinesa, prejudicam o mercado. A Keeta afirmou que cupons são práticas comuns usadas por todos os players do setor, incluindo o próprio iFood por meio do Clube iFood. A empresa disse ainda que não foi notificada sobre a ação e que está disposta a fornecer todas as informações necessárias às autoridades antitruste.

Fonte: Poder360