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Notícias/NEWS24/08/2026· KF News

Fux dá 10 dias para governo explicar demora na extradição do espião russo Sergey preso desde 2022

O ministro do STF Luiz Fux determinou que o Ministério da Justiça preste informações, em até dez dias, sobre o andamento da extradição do espião russo Sergey Vladimirovich Cherkasov. Ele está preso no Brasil desde 2022 e cumpre pena na Penitenciária Federal em Brasília, unidade de segurança máxima.

Na decisão da última quinta-feira, dia 20, Fux destacou que já se passou muito tempo desde o julgamento do caso e que a entrega ao governo russo ainda não aconteceu. Integrantes do Ministério da Justiça informaram à CNN que o caso está em análise e que cabe ao Poder Executivo decidir sobre a extradição.

O governo federal aguarda o resultado de um segundo inquérito aberto contra Sergey para definir o que chamou de "momento certo" da entrega. A reportagem apurou que o espião pode se tornar moeda de troca na diplomacia internacional, pois tanto a Rússia quanto os Estados Unidos disputam sua extradição.

No mês passado, o governo brasileiro decidiu pela expulsão de Sergey do país, com proibição de retorno por 30 anos, mas sem estabelecer uma data concreta para sua saída.

Sergey foi preso pela Polícia Federal em 2022 usando documento falso com o nome brasileiro de Victor Muller. Ele se passava por brasileiro e frequentava aulas de forró. Foi detido ao tentar embarcar em Amsterdã, na Holanda, com passaporte adulterado para assumir um estágio no TPI — o Tribunal Penal Internacional — justamente quando o tribunal investigava crimes de guerra cometidos pela Rússia na Ucrânia.

A Rússia foi a primeira a pedir a extradição, alegando que ele é procurado por tráfico internacional, mas a PF não conseguiu atestar a veracidade dos documentos enviados pelo país. Os Estados Unidos também entraram na disputa com base em informações da CIA, indicando que o espião entrou no país com nome falso e teria espionado os americanos durante uma passagem pelos EUA para estudar em uma universidade. Sergey cumpre pena até 2027 e é o último de uma rede de espiões mapeada pela PF que ainda permanece no Brasil.

Fonte: CNN