
Guilherme Derrite, candidato ao Senado pelo Progressistas, defendeu a adoção da prisão perpétua no Brasil durante sabatina no Jornal da Manhã, na Jovem Pan. Ele indicou os crimes de estupro, cárcere privado, homicídio qualificado e latrocínio como casos em que considera adequada a pena. Quando perguntado como seria possível mudar uma regra protegida pela Constituição, respondeu: "Alteração constitucional. É, isso é possível ser feito." Ao ser pressionado sobre as cláusulas pétreas, reconheceu que uma simples emenda não bastaria e afirmou: "Só com uma nova Constituinte nós poderíamos fazer isso." Derrite também criticou o STF, dizendo que a Corte "sempre trava" mudanças, e comparou a situação ao fim da saída temporária de presos, que ele diz ter conseguido aprovar no Congresso e que teve veto do presidente Lula derrubado. O candidato citou ainda a PEC da Segurança Pública, aprovada na Câmara e parada no Senado, como um caminho aberto para que 100% da pena seja cumprida em regime fechado, algo que, segundo ele, foi declarado inconstitucional na Lei de Crimes Hediondos em 1990. Sobre a classificação de facções brasileiras como terroristas pelos Estados Unidos, Derrite disse concordar com a medida, mas lamentou que a iniciativa tenha partido do governo Trump e não do governo brasileiro. Para ele, a medida abre espaço para cooperação em troca de informações de inteligência e combate à lavagem de dinheiro. Ele negou que a classificação abra caminho para operações militares americanas em território brasileiro, chamando essa interpretação de "mentira contada pela esquerda."
Fonte: Jovem Pan




