
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência está investindo na aproximação com o mercado financeiro. Pessoas próximas do senador afirmam que nomes da Faria Lima passaram a procurar a equipe espontaneamente, movimento interpretado internamente como sinal de redução da resistência ao candidato.
Quando está em São Paulo, a equipe de Flávio divide as tarefas para garantir presença em encontros e jantares com representantes do setor financeiro. O senador Rogério Marinho (PL), que coordena a campanha, é um dos escalados para representar o candidato nessas agendas.
Na semana passada, o próprio Flávio foi recebido no Bradesco. Também participou de um jantar na casa de Marcelo Kayath, ex-presidente do Credit Suisse no Brasil, ao lado de pelo menos outros dez representantes do mercado financeiro.
Entre integrantes da Faria Lima, a avaliação é de que a primeira barreira em relação ao senador foi superada. Flávio passou a ser considerado de forma mais forte como alternativa ao presidente Lula (PT), ainda que alguns não o vejam como o candidato ideal.
A campanha também comemora resultados de levantamentos internos e pesquisas eleitorais. A leitura entre aliados é de que manter o cenário até o segundo turno pode ser positivo para Flávio, mas a equipe trabalha com a expectativa de provocar uma mudança mais significativa a partir do 7 de Setembro.
A manifestação na Avenida Paulista é tratada como um dos principais movimentos para tentar produzir essa virada. A campanha pretende reunir mais de 100 mil pessoas e aposta que a imagem de uma grande concentração de apoiadores vai funcionar como demonstração de força. A estratégia é combinar a aproximação com o setor financeiro com essa demonstração nas ruas, e pessoas próximas acreditam que o início da propaganda eleitoral na TV também pode tornar Flávio mais conhecido pelo eleitorado.
Fonte: Jovem Pan




