
João Carlos Mansur, ex-presidente do Conselho de Administração da Reag Investimentos, entregou uma proposta de delação premiada à Procuradoria Geral da República. Segundo o Uol, o foco da proposta é Daniel Vorcaro, do Banco Master. O acordo ainda não foi assinado formalmente e caberá ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, analisar eventual homologação.
O documento conta com 17 anexos com detalhes das suspeitas de crimes financeiros. Mansur afirma que a Reag prestava serviços ao Master desde 2019 e que a empresa teria sido usada para desviar dinheiro do banco, com uso de laranjas e estruturas offshores. Ele diz que negociava diretamente com Vorcaro, que, segundo ele, tinha conhecimento dos desvios e os operava.
Mansur também identificou pessoas que, segundo ele, atuavam como laranjas em fundos ligados a Vorcaro. Um dos casos envolve o Jaguar Multimarket Fund Ltd, registrado nas Ilhas Cayman, para onde o Master enviou R$ 494 milhões. Formalmente, o beneficiário é Benjamim Botelho, ex-dono da gestora Sefer, mas Mansur afirma que o verdadeiro dono é Vorcaro.
Na delação, o senador Jaques Wagner (PT-BA) é mencionado: um ex-sócio do Master teria pedido a Mansur que comprasse ingressos para o show da Taylor Swift por R$ 63.300 para o senador. Wagner confirmou o pedido, mas disse que não conhece Mansur nem tem relação com a Reag. O candidato a governador da Bahia ACM Neto também é citado como cotista do fundo Seattle 95, administrado pela Reag até 2025. Ele aportou R$ 7,92 milhões em 10 depósitos e chegou a R$ 11,94 milhões em outubro de 2025, afirmando que tudo foi legal, declarado e regulado pela CVM.
Fonte: Poder360




