
O governo dos Estados Unidos anunciou, nesta quarta-feira (26/8), sanções contra três organizações que classifica como redes terroristas violentas de extrema esquerda. A medida foi adotada pelo Departamento do Tesouro, por meio do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), com base na Ordem Executiva nº 13.224, instrumento usado pelo governo americano para punir organizações e pessoas ligadas ao terrorismo. Com as sanções, os bens dos grupos que estejam nos EUA ou sob controle de cidadãos e empresas americanas ficam bloqueados, e transações envolvendo essas entidades são proibidas para americanos.
O primeiro alvo é a Palestine Action, organização britânica de ação direta em defesa da causa palestina. O Tesouro americano afirma que o grupo apoiou atos classificados como terrorismo desde julho de 2020, incluindo invasões a instalações militares britânicas, ferimentos em agentes de segurança e milhões de dólares em danos a equipamentos. A organização já havia sido proibida no Reino Unido em julho de 2025, com base na Lei de Terrorismo britânica de 2000.
O segundo alvo é o Autistici/Inventati, coletivo sediado na Itália que oferece serviços digitais como hospedagem de sites, e-mails criptografados e plataformas de videoconferência. Washington acusa o coletivo de fornecer essa estrutura a grupos extremistas, incluindo o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), classificado como terrorista pelos EUA, Reino Unido e União Europeia.
O terceiro alvo é a Masar Badil, organização transnacional que o governo americano liga à rede Samidoun e à Frente Popular para a Libertação da Palestina. As sanções fazem parte de uma ofensiva mais ampla do governo Trump contra o que define como terrorismo político de esquerda. Em novembro de 2025, Washington já havia adotado medidas contra grupos europeus ligados ao movimento Antifa. A ofensiva é alvo de críticas de organizações de direitos civis.
Fonte: Metropoles




