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Notícias/SAÚDE10/08/2026· KF News

Estudo dinamarquês com 1,7 milhão de pessoas mostra que 45% dos casos de demência são evitáveis

Um grande estudo feito na Dinamarca acompanhou mais de 1,7 milhão de pessoas com 70 anos ou mais e trouxe uma descoberta importante: quase metade dos casos de demência no mundo pode ser prevenida. A pesquisa avaliou todos os habitantes do país nascidos em 1957 ou antes dessa data, o que a torna o estudo mais completo já realizado sobre o assunto.

Das pessoas acompanhadas, 37,8% desenvolveram demência. A análise dos fatores de risco individuais mostrou que os três mais relevantes foram: internação hospitalar para tratamento de infecções (9,4%), depressão (8,7%) e doenças cardiovasculares (7,6%). Quando esses três fatores estavam presentes ao mesmo tempo, o risco era ainda maior.

A The Lancet Commission on Dementia lista 16 fatores de risco que podem ser modificados para prevenir ou retardar a demência, e estima que eles sejam responsáveis por 45% dos casos no mundo. São eles: traumatismo cerebral, depressão, perda de audição, perda de visão, diabetes, distúrbios do sono, hipertensão arterial, colesterol elevado, doenças cardiovasculares, internações por infecções, obesidade, fumo, consumo de álcool, baixo nível educacional, sedentarismo e isolamento social.

O estudo também mostrou diferenças entre os sexos: nas mulheres, o maior risco foi associado à depressão; nos homens, às doenças cardiovasculares e à hipertensão. Os autores concluíram que 25% dos diagnósticos de demência estão ligados a apenas três fatores: depressão, internações por infecção e doenças cardiovasculares. E que reduzir em 10% a presença desses 16 fatores de risco já seria suficiente para diminuir entre 4% e 5% os casos da doença.

Fonte: Drauzio Varella