
Durante muito tempo, o rastreamento do câncer de mama girava em torno de uma única pergunta: com que idade começar a fazer mamografia. Mas hoje, especialistas defendem que existe uma pergunta que deve vir antes: qual é o meu risco de desenvolver a doença?
Isso porque duas mulheres da mesma idade podem ter riscos muito diferentes ao longo da vida. A tendência atual é caminhar para um rastreamento personalizado, levando em conta histórico familiar, presença de alterações genéticas hereditárias, características individuais das mamas — incluindo a densidade mamária —, além de fatores reprodutivos e de estilo de vida.
Para a maioria das mulheres, o rastreamento começa aos 40 anos. Mas, para algumas, esperar até essa idade pode não ser a melhor estratégia. Quem tem histórico familiar importante, determinadas mutações genéticas ou risco elevado calculado por ferramentas específicas pode ter indicação de iniciar o acompanhamento mais cedo e, em alguns casos, incluir exames como a ressonância magnética das mamas.
A avaliação também pode indicar quando um aconselhamento genético é necessário. Identificar uma predisposição hereditária não significa apenas descobrir um risco, mas ter a oportunidade de agir sobre ele, discutindo estratégias de vigilância e medidas de redução de risco.
Testes genéticos, porém, não são indicados para todas. O objetivo do rastreamento personalizado é justamente entender quem realmente se beneficia de cada estratégia. Esses exames têm indicações específicas e devem ser usados apenas quando acrescentam informação capaz de mudar a conduta médica.
A mastologista e ginecologista Dra. Thamyse Dassie, CRM 162.720, recomenda uma consulta especializada sobre risco de câncer de mama antes dos 40 anos, idealmente aos 25, para que a prevenção possa ser planejada com antecedência — e, para algumas mulheres, começar mais cedo pode fazer diferença.
Fonte: Jovem Pan




