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Notícias/AGRONEGÓCIO26/08/2026· KF News

Cibersegurança e tensão geopolítica elevam riscos no agronegócio e exigem governança integrada

O agronegócio brasileiro vive um momento de riscos muito mais complexos e interligados do que no passado. A digitalização do campo — com uso de plataformas digitais, máquinas conectadas, inteligência artificial, armazenamento em nuvem e agricultura de precisão — trouxe ganhos de produtividade, mas também aumentou a vulnerabilidade a ataques cibernéticos, vazamentos de dados e interrupções operacionais. O alerta vem da Síntese Global de Tendências em Auditoria Interna, apresentada pelo Instituto dos Auditores Internos do Brasil, o IIA Brasil, durante o encontro anual de líderes da área.

De acordo com o levantamento, 76% das organizações apontam a cibersegurança como o principal risco corporativo. A disrupção digital e a inteligência artificial aparecem em segundo lugar, mencionadas por 54% dos participantes. Mudanças regulatórias foram indicadas por 49%, e a incerteza geopolítica e macroeconômica por 45%. Também figuram entre as principais preocupações: capital humano (40%), resiliência dos negócios (37%) e riscos financeiros e de liquidez (32%).

A síntese reúne pesquisas de instituições como Jefferson Wells, PwC, KPMG, Deloitte, Protiviti, TrustArc e Nametag, além do estudo Risk in Focus – América Latina, elaborado pelo IIA em parceria com a European Confederation of Institutes of Internal Auditing.

Para Paulo Gomes, diretor do IIA Brasil, o que mudou é que esses riscos pararam de agir de forma separada. Segundo ele, uma única decisão empresarial pode ser influenciada ao mesmo tempo por variáveis econômicas, tecnológicas, regulatórias, climáticas e geopolíticas. A gestão integrada passa a ser, portanto, uma condição para manter a competitividade e a continuidade dos negócios.

Outro ponto de atenção trazido pela síntese é a falta de profissionais qualificados: 67% dos líderes de auditoria interna reconhecem que suas equipes não possuem todas as competências necessárias, e 59% apontam o desenvolvimento dessas habilidades como um dos principais desafios da área. Diante disso, 86% das organizações já recorrem a especialistas externos, principalmente para trabalhos em cibersegurança e auditoria de tecnologia da informação.

Fonte: Portal Agroneg.