
A coligação Brasil Pronto Pra Mais, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, acionou o Tribunal Superior Eleitoral, o TSE, contra dois candidatos à presidência: Ronaldo Caiado, do PSD, e Renan Santos, do Missão. Os dois participaram do debate da TV Bandeirantes, exibido no domingo, dia 23 de agosto.
Na quarta-feira, dia 26 de agosto, a campanha protocolou duas ações pedindo a remoção de cortes do debate que estavam sendo publicados nas redes sociais dos candidatos. Além disso, quer impedir o impulsionamento desses conteúdos e solicita a aplicação de multa de R$ 30 mil para cada um dos presidenciáveis.
A defesa afirma que as declarações dos candidatos foram além da crítica política normal e tiveram o propósito de enganar os eleitores, ultrapassando os limites da liberdade de expressão para entrar no campo da desinformação.
Em relação a Caiado, a ação questiona a associação feita por ele entre o caso do filme Dark Horse — biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro financiada pelo banqueiro Daniel Vorcaro — e as acusações de tráfico de influência envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente. Durante o debate, Caiado usou o termo "Dark Lobby" para fazer essa ligação. A defesa afirma que o caso do filme não tem nenhum vínculo com Lula e que o trocadilho foi usado para confundir o eleitorado.
Já em relação a Renan Santos, a ação cita seis ofensas dirigidas ao candidato do PT durante o debate, entre elas as palavras "ladrão", "bêbado" e "safado". A campanha diz que essas falas ultrapassam os limites do debate político legítimo e atingem a honra e a reputação de Lula, configurando calúnia, difamação e injúria.
Fonte: Metropoles




