
Produzir brócolis no verão exige planejamento redobrado. Temperaturas elevadas, chuvas inesperadas e maior pressão de doenças podem afetar o desenvolvimento das plantas, reduzir o aproveitamento comercial da colheita e ampliar o risco de prejuízos para o produtor. Nesse período, ter uma lavoura com alto volume não garante necessariamente mais dinheiro no bolso. O que define o resultado financeiro é a quantidade de cabeças que atende ao padrão do mercado e pode ser efetivamente comercializada.
Os problemas mais comuns nessa época são: podridão negra, talo oco, deformações nas cabeças, excesso de brotações laterais, perda de uniformidade e atrasos na colheita. Tudo isso aumenta o descarte e dificulta o cumprimento do planejamento produtivo.
Segundo Silvio Nakagawa, especialista em brássicas e hortaliças folhosas, avaliar um híbrido vai além do seu potencial máximo de produção. Para ele, o desempenho real é medido pela capacidade da lavoura de transformar plantas em unidades comerciais, mantendo qualidade e reduzindo perdas mesmo com o clima contra.
Nakagawa também destaca que um ciclo mais curto ajuda na gestão de riscos. Colher mais cedo diminui o tempo de exposição da lavoura ao estresse climático e fitossanitário, e ainda pode abrir espaço para um novo ciclo produtivo na mesma área, dependendo da região e do calendário.
Entre as opções citadas para essa estratégia está o brócolis híbrido Master F1, da TSV Sementes. Segundo a empresa, o material foi desenvolvido para produção durante todo o ano, com ciclo estimado de 50 a 60 dias após o transplante. As cabeças são descritas como globulares, compactas, uniformes e de coloração verde-escura, com boa conservação após a colheita. O híbrido também apresenta resistência intermediária à podridão negra e alta tolerância ao talo oco e à formação de ramos laterais. Em relação a determinados materiais disponíveis no mercado, a colheita pode ser antecipada em aproximadamente uma semana.
Fonte: Portal Agroneg.




