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Notícias/NEWS31/08/2026· KF News

Brasil e EUA se reúnem por videoconferência para negociar tarifas impostas pelo governo Trump

Brasil e Estados Unidos voltaram a conversar sobre as tarifas nesta segunda-feira (31). O ministro do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, e o representante americano Jamieson Greer, do escritório de comércio dos EUA (USTR), se reúnem por videoconferência às 14h30. A retomada do diálogo veio depois que o presidente Lula ligou para Trump no dia 21 de agosto.

Os Estados Unidos anunciaram uma tarifa de 25% sobre uma série de produtos brasileiros, medida baseada em uma investigação pela Seção 301 da lei de comércio americana. Logo depois, o USTR confirmou também uma tarifa de até 12,5% contra o Brasil e outros países acusados de não combater a importação de produtos feitos com trabalho escravo.

Mesmo com a reunião marcada, o governo brasileiro não espera um acordo rápido. Segundo a CNN, a percepção é de que qualquer entendimento só deve sair depois das eleições. Lula tem dito a aliados que nenhum tema está completamente fora da mesa, mas que não vai ceder em pontos considerados cruciais para o Brasil, como os minerais críticos e o PIX. O Brasil estaria aberto a discutir redução de tarifas em bens de capital e até temas ligados ao etanol, desde que sejam analisados junto com a política de biocombustíveis e a cadeia produtiva do açúcar.

Em 13 de agosto, o governo brasileiro deu início a um processo de reciprocidade contra os EUA, notificando os departamentos de Estado, de Comércio e o próprio USTR. A Lei da Reciprocidade Econômica, sancionada em abril de 2025 e regulamentada três meses depois, permite ao Brasil adotar contramedidas em resposta a ações unilaterais que prejudiquem a competitividade brasileira — mas isso não acontece de forma automática. Em nota divulgada na época, o governo afirmou que tentou, ao longo do último ano, convencer o USTR a encerrar a investigação. "As tarifas norte-americanas são injustificadas e arbitrárias, e o Brasil continuará defendendo sua posição em todas as instâncias cabíveis", diz o trecho da nota.

Fonte: CNN