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Notícias/POLÍTICA13/08/2026· KF News

Ata do Copom aponta política fiscal do governo federal como obstáculo para queda maior da Selic

A taxa Selic foi reduzida de 14,25% para 14% ao ano. A Ata do Copom, divulgada na terça-feira (11), trouxe a justificativa para essa redução pequena: os riscos inflacionários ainda são elevados. O documento aponta três fatores principais — a resiliência da atividade econômica em alguns setores, a política fiscal expansionista do governo federal e a guerra entre EUA e Irã, que pode provocar nova alta no preço do petróleo.

No parágrafo 7 da Ata, o próprio Banco Central reconheceu o impacto do governo: "A política fiscal tem um impacto de curto prazo, majoritariamente por meio de estímulo à demanda agregada, e uma dimensão mais estrutural, que tem potencial de afetar a percepção sobre a sustentabilidade da dívida e impactar o prêmio a termo da curva de juros".

Na prática, o governo federal vem aumentando gastos públicos e oferecendo crédito subsidiado para aquecer a economia. Esse movimento empurra a demanda acima da capacidade produtiva do país, gerando pressão nos preços. Além disso, o crédito subsidiado opera com taxas muito abaixo da Selic, o que enfraquece o efeito da política monetária do Banco Central — já que os setores beneficiados por esse crédito não sentem o impacto dos juros altos.

Segundo a matéria, a Selic está elevada não por uma decisão isolada do Banco Central, mas como resposta ao cenário inflacionário gerado pela política fiscal do governo federal, que expande estímulos para impulsionar o crescimento do PIB.

Fonte: Jovem Pan