
O ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino se manifestou em defesa da liberdade de imprensa e aproveitou para pedir que sua família seja respeitada e preservada diante das ameaças que vêm sofrendo. Dino disse que sua família não tem nada a ver com o exercício das funções públicas dele e que alguns parecem esquecer disso.
O caso veio à tona em meio às críticas à investigação da Polícia Federal contra o jornalista Luís Pablo, depois que a PF identificou uma das fontes dele. O presidente do STF, ministro Edson Fachin, prestou solidariedade a Dino, mas foi categórico ao dizer que a investigação não pode atingir a atividade jornalística e nem violar o sigilo das fontes.
Dino fez questão de separar dois pontos diferentes: a investigação legítima de possíveis crimes e a proteção ao exercício regular do jornalismo. Ele disse que o colegiado do STF vai se pronunciar sobre o assunto, e garantiu que a corte carrega uma tradição de quase cem anos de defesa da liberdade de imprensa, inclusive nos períodos mais duros da ditadura militar.
O ministro lembrou que três membros do STF foram cassados entre 1965 e 1968 justamente por defenderem a liberdade de imprensa, e que esse período ficou ainda mais sombrio com a edição do Ato Institucional número 5, o AI-5, em 13 de dezembro de 1968. Ao encerrar sua fala, Dino agradeceu a solidariedade de Fachin e reafirmou que seguirá exercendo sua função com ponderação e coragem.
Fonte: Metropoles




