
A Marabraz entrou com pedido de recuperação judicial carregando uma dívida de R$ 140 milhões, e os documentos apresentados à Justiça revelam uma briga familiar que ajudou a complicar a situação da varejista. No centro da disputa estão os filhos e os netos do fundador da empresa, todos da família Nasser.
O noivo de Marina Ruy Barbosa, Abdul Fares, neto do fundador, aparece diretamente na briga. Em um dos capítulos do processo judicial, o anel de noivado que ele deu à atriz foi usado como argumento. A joia, cravejada de diamantes e comprada em Dubai, é avaliada em cerca de US$ 1 milhão, o que equivale a aproximadamente R$ 6 milhões. Os filhos do fundador usaram esse exemplo para defender que os netos faziam "retiradas anuais milionárias" para sustentar um "padrão de vida de luxo extremo".
O objetivo da ação era tirar Abdul e outros netos do controle de uma holding chamada LP Administradora de Bens, empresa que administra os imóveis da família. Em 2011, os filhos do fundador transferiram para os netos as cotas que tinham nessa holding, passando o controle para eles. Os filhos, que hoje controlam a Marabraz, afirmam que essa transferência foi uma "operação simulada" para blindar o patrimônio familiar das dívidas da varejista. Os netos, por outro lado, dizem que a transferência foi legítima e que a tentativa de anulá-la veio de desavenças familiares.
Em setembro de 2025, a Justiça manteve os netos no controle da LP, entendendo que os próprios filhos não podiam pedir a anulação de um negócio que eles mesmos descreveram como uma manobra maliciosa. Os atuais controladores da Marabraz afirmam que, após perder acesso aos imóveis da LP, os bancos passaram a exigir novas garantias, reduziram limites de crédito e encareceram as operações, o que teria agravado a crise financeira da empresa.
A LP Administradora, por sua vez, divulgou um comunicado negando qualquer responsabilidade pela situação da Marabraz, afirmando que as duas empresas são completamente separadas, com administrações, patrimônios e responsabilidades distintos, e que a crise da varejista foi gerada pelas decisões de sua própria administração.
Fonte: Metropoles




