
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou, em 7 de agosto, o plano de governo do PT para as eleições de 2026, e a diferença em relação ao documento de 2022 é clara logo de cara. Quatro anos atrás, o partido construiu a campanha em cima da ideia de reconstruir o Brasil — revertendo medidas do ex-presidente Jair Bolsonaro. Agora, a proposta muda de direção: o texto apresenta as realizações do atual mandato como base e propõe continuar o que já foi começado.
O plano anterior tinha 33 páginas e 121 diretrizes curtas, divididas em 4 blocos. O novo documento, lançado agora, tem 84 páginas e está organizado em 13 eixos temáticos chamados de "diretrizes programáticas", cada um com estratégias de implementação detalhadas.
Entre as conquistas citadas no plano estão a saída do Brasil do Mapa da Fome, o controle da inflação e a aprovação de reformas econômicas no Congresso. O texto também incorpora programas criados ou reformulados a partir de 2023, como o Novo PAC, o Pé-de-Meia — voltado a estudantes do ensino médio —, o Agora Tem Especialistas — focado em ampliar exames e consultas no SUS —, a Nova Indústria Brasil e o Plano de Transformação Ecológica.
Na área trabalhista, o 12º eixo do plano traz o fim da escala 6x1 e a redução da jornada semanal para 40 horas sem diminuição de salário, além da regulação para trabalhadores de aplicativos e plataformas digitais. Em tecnologia, o documento propõe criação de centros de dados nacionais e desenvolvimento de modelos de inteligência artificial em língua portuguesa.
Em segurança pública, o plano detalha ações do Programa Brasil Contra o Crime Organizado e a articulação entre os diferentes níveis de governo pelo Sistema Único de Segurança Pública. Há ainda um capítulo sobre soberania nacional e atuação diplomática, citando tensões com países como os Estados Unidos e as tarifas impostas pelos americanos.
Os pilares ideológicos históricos do PT se mantêm: valorização real do salário mínimo, progressividade tributária com o princípio de "ricos pagando mais e pobres pagando menos", e oposição à privatização de estatais estratégicas como Petrobras e Correios.
Fonte: Poder360




