
O mercado de açúcar encerrou a semana com queda nos pregões de sexta-feira (14) nas principais bolsas internacionais, após uma sequência de altas. O movimento foi associado à realização de lucros e ao reposicionamento dos investidores, mas não mudou o cenário geral de preços elevados.
Em Nova York, na ICE Futures U.S., o contrato de açúcar bruto para outubro de 2026 caiu 0,22 ponto e fechou a 16,60 centavos de dólar por libra-peso. O contrato para março de 2027 recuou 0,19 ponto, para 17,62 cents, e o de maio de 2027 perdeu 0,18 ponto, encerrando a 17,31 cents. As demais posições também fecharam no negativo, com perdas entre 0,19 e 0,38 ponto.
Em Londres, a queda foi mais intensa. O contrato de açúcar branco para outubro de 2026 recuou US$ 6,70 por tonelada, fechando a US$ 511,20. O vencimento de dezembro de 2026 caiu US$ 6,50, para US$ 509,50, e o de março de 2027 perdeu US$ 5,60, encerrando também a US$ 511,20 por tonelada.
No Brasil, o indicador CEPEA/ESALQ para São Paulo registrou preço de R$ 97,90 por saca de 50 quilos, queda diária de 0,42%. Ainda assim, o açúcar acumula alta de 6,99% em agosto.
Um dos fatores que sustentam os preços é a projeção de déficit global de 2,9 milhões de toneladas na safra 2027/28, segundo a consultoria Czarnikow. A estimativa considera produção mundial de cerca de 177 milhões de toneladas, volume 0,7% abaixo do projetado anteriormente.
Na Europa, a combinação de calor e seca preocupa. A S&P Global Energy estima que a produção de açúcar da União Europeia e do Reino Unido pode alcançar 14,98 milhões de toneladas, o que seria o menor volume em aproximadamente 11 anos. Índia e Tailândia também estão no radar do mercado. Para o curto prazo, novas correções são possíveis por conta da realização de lucros, mas as preocupações com a oferta global e os riscos climáticos seguem como fatores de sustentação das cotações.
Fonte: Portal Agroneg.




