
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, descartou a realização de eleições no país enquanto durar a guerra contra a Rússia. A declaração foi feita num encontro com jornalistas em Kiev, no sábado, dia 22 de agosto, e foi citada pela agência Reuters.
Zelensky foi enfático: "Se quisermos destruir o país, podemos optar por realizar eleições durante esse tipo de guerra." Ele ainda chamou a ideia de um "tsunami para o Estado, que vai dividir a Ucrânia." Sua declaração foi uma resposta direta ao ex-ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov, que publicou um vídeo na quarta-feira (19/8) pedindo que o país encontre um mecanismo legal, seguro e realista para renovar seu processo democrático mesmo em tempo de guerra. Fedorov argumentou que "a democracia não pode ser mantida como refém da Rússia."
Zelensky rebateu e deixou claro qual é o seu plano: "Minha estratégia é conduzir o país rumo ao fim da guerra e preservar um Estado independente e soberano."
As últimas eleições ucranianas foram realizadas em 2019. Com o início da guerra em fevereiro de 2022, a lei marcial foi decretada e proibiu expressamente qualquer pleito enquanto o país estiver em estado de guerra. Em condições normais, o mandato de Zelensky teria terminado em 2024. O presidente já sinalizou em outras ocasiões que estaria disposto a realizar eleições, desde que haja um cessar-fogo e condições que garantam a segurança de todos os ucranianos para votar, incluindo os militares.
Fonte: Metropoles




