
O deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro nas eleições de 2026, reagiu com ironia após a Polícia Legislativa da Câmara negar o pedido de escolta durante a campanha eleitoral. Em conversa com a coluna na quinta-feira (20/8), Gaspar disse que não pretende recorrer ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para tentar reverter a decisão. "Hugo Motta deve ter informações que não existe risco, daí fico tranquilo", ironizou o deputado. Gaspar deixou claro que não vai pedir "por favor" para ter proteção. Na avaliação dele, trata-se de uma questão institucional: se a Polícia Legislativa decidiu negar, a decisão será respeitada. "Estarei nas ruas continuando meu combate ao crime organizado e à corrupção com minha coragem e a proteção de Deus", afirmou. O pedido de Gaspar foi feito com base na candidatura a vice-presidente, tentando seguir o exemplo de Flávio Bolsonaro, que recusou a escolta da Polícia Federal e optou pela proteção da Polícia Legislativa do Senado. No entanto, a PF informou que fornece proteção apenas aos cabeças de chapa à Presidência, sem incluir os vices. Em nota, a Câmara explicou que a candidatura a vice-presidente não se enquadra nas regras do Ato da Mesa nº 213/2025, que cobre situações de risco ligadas ao exercício do mandato parlamentar, à atuação institucional ou às funções desempenhadas perante a Câmara — e não à condição de candidato. A nota também lembrou que o Decreto nº 6.381/2008 prevê que a segurança de candidatos à presidência é exercida pela Polícia Federal, a partir da homologação da candidatura em convenção partidária.
Fonte: Metropoles




