
O Supremo Tribunal Federal arquivou, de forma unânime, a queixa-crime do senador Weverton Rocha (PDT-MA) contra o deputado Kim Kataguiri (Missão-SP). A decisão foi tomada na terça-feira, dia 18 de agosto de 2026.
O caso começou em junho de 2025, quando Kataguiri publicou um vídeo citando o possível envolvimento de Weverton na chamada "Farra do INSS", nome dado ao esquema de desvios em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social. No mesmo mês, a defesa do senador apresentou uma queixa-crime por difamação e pediu também uma indenização de R$ 20 mil por danos morais. O STF negou os dois pedidos.
O ministro Luiz Fux, relator do caso no Supremo, entendeu que o deputado estava amparado pela imunidade parlamentar. Na avaliação de Fux, as manifestações de Kataguiri faziam parte do "debate público sobre supostas fraudes no INSS, que levaram à instauração de uma CPI". A Corte concluiu que, por isso, o deputado não poderia ser responsabilizado criminalmente.
O Poder360 tentou contato com a assessoria de Weverton Rocha para saber se o senador queria se manifestar sobre a decisão, mas não obteve resposta até a publicação da reportagem.
Além disso, Weverton Rocha é alvo da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, que investiga descontos indevidos em benefícios do INSS e apura operações financeiras suspeitas envolvendo a mulher do senador. O principal alvo da nova fase da operação é o advogado Willer Tomaz, apontado como suspeito de lavar dinheiro para Rocha. A PF afirma que o senador era responsável por formular demandas, indicar beneficiários, cobrar pagamentos e interferir em decisões patrimoniais no esquema investigado. Todos os investigados, incluindo Weverton, seus familiares e Willer Tomaz, negaram qualquer irregularidade.
Fonte: Poder360




