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Notícias/POLÍTICA06/09/2026· KF News

Urna eletrônica completa 30 anos com avanços, críticas e melhorias no sistema de votação do Brasil

A urna eletrônica foi usada pela primeira vez em larga escala nas eleições municipais de 1996, apenas em municípios com mais de 200 mil eleitores, o que representava cerca de 30% do eleitorado. Em 2026, o equipamento completa 30 anos. A Agência Senado recuperou discursos e debates dos três primeiros ciclos eleitorais: a estreia em 1996, a expansão em 1998 e a adoção em todo o país em 2000.

A ideia de mecanizar o voto já estava prevista no Código Eleitoral de 1932, que falava em "máquinas de votar" para garantir o sigilo. Em 1989, Brusque (SC) foi pioneira ao realizar votação por computador no segundo turno da eleição presidencial. Em 1995, o TSE montou uma comissão de especialistas que definiu características como voto numérico, confirmação por foto do candidato, emissão da zerésima e boletim de urna.

Em 1998, o uso foi ampliado para municípios com mais de 40 mil eleitores, e em 2000 chegou a todo o Brasil. No Senado, após 1996, o senador Pedro Simon chamou a urna de "terceira grande revolução" da Justiça Eleitoral. Flaviano Melo relatou maior participação e queda nos votos brancos e nulos no Acre. Romeu Tuma citou problemas técnicos na recepção dos disquetes, mas elogiou as medidas de contingência do TSE. Epitácio Cafeteira alertou que fraudes na identificação dos eleitores ainda eram um problema.

Em 1998, R$ 850 mil foram destinados a um contrato entre o TSE e o Cepesc para desenvolvimento de sistema criptográfico para as urnas. Ao longo dos anos, foram incorporados biometria (desde 2006), Registro Digital do Voto, Teste de Integridade, abertura dos códigos-fonte, intérprete de Libras e melhorias no sintetizador de voz.

Fonte: Jovem Pan