
O Palácio do Planalto, políticos aliados do presidente Lula e uma ala do Supremo Tribunal Federal estão articulando um acordo para proteger o ministro Alexandre de Moraes de ser investigado. As suspeitas são de que ele teve um relacionamento ilegal com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. O grupo que quer proteger Moraes reúne os ministros Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin.
Em 6 de março de 2026, Moraes negou por escrito ter recebido mensagens de Vorcaro. Mas o ministro André Mendonça tornou público, no dia 1º de setembro de 2026, que existem 52 mensagens de Vorcaro para o celular de Moraes, encontradas no bloco de notas do celular do fundador do Master. Em resposta, Moraes incluiu Mendonça no inquérito das fake news, aberto há 7 anos. O presidente do STF, Edson Fachin, retirou Mendonça do inquérito e adiou decisões para depois de 22 de setembro, a apenas 12 dias do 1º turno das eleições, marcado para 4 de outubro.
O grupo que negocia o adiamento trabalha com dois cenários eleitorais. Se Lula vencer, poderá indicar até 4 novos ministros do STF, com possibilidade de tirar Mendonça da relatoria dos casos do Master e do INSS — que envolve o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva. Se Flávio Bolsonaro vencer, o grupo planeja divulgar suspeitas contra ele a pelo menos 20 dias do 1º turno, dentro do prazo previsto pela Lei 9.504 de 1997 para substituição de candidatos.
Fonte: Poder360




