
A União Europeia retirou o Brasil da lista de países autorizados a exportar determinadas categorias de produtos de origem animal para o bloco europeu. A medida, prevista no Regulamento de Execução UE 2026/1189, passa a valer em 3 de setembro de 2026 e afeta as categorias de bovinos, equinos, aves, aquicultura, mel e envoltórios naturais de origem animal. A justificativa é que a Europa não recebeu garantias suficientes de que o Brasil adotou as medidas necessárias para cumprir as novas exigências sobre o controle do uso de antimicrobianos na produção animal.
As normas europeias proíbem a entrada de produtos obtidos de animais que receberam antimicrobianos para promover crescimento ou aumentar a produtividade. Também são barrados remédios que contenham substâncias reservadas ao tratamento de infecções em seres humanos. Para continuar habilitados a exportar essas categorias, os países fornecedores precisam apresentar evidências e documentos que comprovem o controle efetivo desses medicamentos ao longo da cadeia produtiva. A restrição não se aplica a produtos da pesca extrativa, já que animais silvestres estão fora do alcance do regulamento específico que embasou a medida.
Para debater o cenário, a Fundação de Apoio à Ciência e Tecnologia Animal, a FACTA, realiza no dia 26 de agosto, às 17h, a quinta edição do FACTA Conecta, evento gratuito e on-line. A condução é de Deyse Galle, diretora de Monogástricos da Elanco Brasil. Segundo ela, o uso responsável dos antimicrobianos e a capacidade de comprovar esse uso de forma documentada são condições essenciais para que o Brasil mantenha seu espaço no mercado global de proteína animal. O encontro aprofunda o debate iniciado no Simpósio FACTA realizado em 5 de agosto, durante o Salão Internacional de Proteína Animal, o SIAVS 2026. A participação é gratuita mediante inscrição prévia na página oficial do FACTA Conecta.
Fonte: Portal Agroneg.




