
A UEFA decidiu suspender a ameaça de boicote aos torneios da Fifa depois de garantir que o plano de venda de participações na Copa do Mundo não vai ser retomado. A reportagem descreve o momento atual como uma "paz armada": a Europa mantém a pressão política, mas as seleções europeias vão continuar participando das Copas do Mundo — masculina, feminina e de base — e do Mundial de Clubes. Para a Fifa, a presença europeia é essencial para manter o prestígio e o valor comercial das competições.
O Congresso da Fifa reúne 211 associações, cada uma com direito a um voto. A UEFA controla 55 — o maior bloco individual, mas longe de ser maioria. Além disso, a oposição europeia não é unânime, e Gianni Infantino mantém uma base sólida construída na África, na Ásia e em partes das Américas por meio de programas de desenvolvimento.
Outro ponto que enfraquece um possível boicote é a independência financeira da UEFA: cerca de 88% da receita da entidade vem das competições de clubes, como a Champions League. Um boicote pesaria mais sobre federações menores e atletas jovens do que sobre o próprio caixa europeu.
Infantino foi eleito em 2016 em votação disputada e reeleito sem oposição em 2019 e em 2023. Em 2027, ele busca novo mandato. Os principais nomes cotados pela Europa para disputar o cargo — Aleksander Čeferin, Nasser Al-Khelaifi e Dariusz Mioduski — recuaram ou perderam força, deixando a oposição sem um candidato claro e com mais barulho do que resultado prático.
Fonte: Jovem Pan




