
A União Europeia sinalizou nesta terça-feira, 1º de setembro, que pode rever a decisão que tirou o Brasil da lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal para o bloco europeu. A Comissão Europeia informou que mantém negociações com as autoridades brasileiras para obter as garantias sanitárias exigidas. A porta-voz Eva Hrncirova afirmou que o bloco confia no compromisso do Brasil em resolver o impasse, mas deixou claro que o país ainda não cumpre os requisitos necessários para voltar à lista.
O veto foi formalizado por meio de um regulamento publicado pela Comissão Europeia em junho. Os produtos afetados são carne bovina, frango, carne equina, pescado, mel e tripas. A justificativa da UE é a falta de informações suficientes para comprovar que o sistema brasileiro atende às exigências europeias sobre o uso de antimicrobianos na produção animal. O bloco proíbe o uso dessas substâncias para promover o crescimento dos animais e também veda o uso, nos bichos, de certos medicamentos empregados no tratamento de seres humanos. A política europeia é chamada de "Uma Só Saúde" e considera de forma integrada a saúde humana, animal e ambiental.
As novas regras entraram em vigor na quinta-feira, 3 de setembro. Uma auditoria está em andamento no Brasil, cobrindo os setores de aves e mel, com previsão de encerramento até o fim daquela semana. A UE já recebeu algumas garantias por escrito sobre aves e mel, mas a situação da carne bovina permanece pendente. Hrncirova disse que a conclusão da auditoria não seria divulgada imediatamente, pois a equipe ainda precisaria analisar as informações e elaborar as conclusões. O Brasil foi o único país do Mercosul afetado pelo veto.
Fonte: Metropoles




