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Notícias/POLÍTICA01/09/2026· KF News

Mendonça pede sessão pública do STF para discutir investigação que cita Moraes e Gonet no caso Banco Master

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, pediu ao presidente da corte, Luiz Edson Fachin, que seja marcada uma sessão pública do plenário para analisar as investigações que mencionam o ministro Alexandre de Moraes e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, no caso do Banco Master. A sessão ainda não foi pautada.

Mendonça é o relator das investigações sobre Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Nesta terça-feira, primeiro de setembro de 2026, ele derrubou o sigilo do inquérito e liberou uma série de documentos sobre os supostos relacionamentos de Vorcaro com Moraes, com Gonet e com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

O relatório da PF tem 218 páginas e foi produzido a partir da análise do celular de Vorcaro, apreendido durante a operação Compliance Zero, deflagrada em novembro de 2025 para investigar suspeitas de fraude na venda de carteiras de crédito do Master ao Banco de Brasília, o BRB. Vorcaro foi preso em 18 de novembro de 2025. A PF entregou o documento em 27 de agosto de 2026.

O relatório aponta que Vorcaro e Moraes trocavam mensagens com visualização única no WhatsApp. Em uma mensagem encontrada no celular do empresário, ele diz: "É importante reforçar com Andrei e Paulo pra não deixar ninguém de baixo fazer uma sacanagem que aí vai tudo pro saco." A PF também indica que Vorcaro teria passado para Moraes detalhes da estratégia de venda do banco, após a fracassada aquisição pelo Banco de Brasília, e que teria informado nomes de investigadores e membros do Ministério Público Federal que estavam nas apurações. O documento menciona ainda a participação do ministro na contratação do escritório de advocacia Barci de Moraes, de Viviane Barci de Moraes, mulher do magistrado.

Em nota, o escritório afirmou que consultou o ministro Moraes sobre possíveis impedimentos legais antes de assinar o contrato com o Master, e que, como não havia impedimento, o contrato foi assinado e os serviços prestados.

Sobre o procurador-geral Paulo Gonet, a PF aponta que o advogado Ciro Soares atuava como intermediário entre ele e Vorcaro. O relatório indica indícios de que Gonet teria pedido que o empresário bancasse a viagem do filho dele para Londres, para um evento patrocinado pelo Master. O documento cita trecho de mensagem em que Ciro Soares diz a Vorcaro: "Gonet perguntou se o filho dele pode ir com a gente para Londres", e Vorcaro responde: "Obvio né."

Moraes, Gonet e a defesa de Vorcaro não se manifestaram até o fechamento da reportagem.

Fonte: Poder360